ONS prevê chuvas abaixo da média para o mês de agosto

Próxima semana terá pequena melhora, mas o mês deverá fechar abaixo da média histórica do período.

Informação divulgada ontem (29/07) pelo Operador Nacional de Sistemas (ONS) prevê para o mês de agosto um pequeno aumento da afluência de águas nas represas de três regiões do país. Apesar desse aumento na estimativa, em agosto as chuvas ficarão abaixo da média histórica em todas as regiões.

Para a região Norte a previsão para o período de 30 de julho a 05 de agosto está previsto que as afluências atinjam 89% da média histórica, nos sete dias anteriores o índice foi de 85%. Na região Sul o período anterior registrou 76% da média e agora a previsão é que chegue aos 80%.

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem receber nos próximos dias 67% da quantidade de água registrado em anos anteriores, uma melhora de 2% em relação a esta semana que está terminando.




Para a região Sul do país a previsão é que as afluências cheguem na próxima semana a 80% da média histórica, sendo que a semana anterior registrou 76% da média.

Apenas a região Nordeste deve apresentar diminuição da quantidade de água que entra em seus reservatórios, a estimativa é que chegue a 67% da média, contra 70% registrados na semana anterior.

O avanço de uma nova frente fria pelas regiões Sul e Sudeste no final da próxima semana ocasiona chuvisco/chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e em pontos isolados do Iguaçu.




A previsão é que o reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem encerrar agosto com 53,1% de seu volume máximo. No mesmo mês de 2021 os reservatórios destas regiões estavam com 21,28% de sua capacidade. Os reservatórios das usinas hidrelétricas localizadas no Nordeste devem alcançar 75,9% e as do Sul 72,6%. Pelas estimativas, no Norte os reservatórios deverão atingir 89,8% da capacidade da região.

No período de 23/07, sábado, até ontem sexta-feira, 29/07, a Represa de Furnas perdeu 30cm de seu nível, correspondendo a 2,02% de seu volume, que estava em 75,69% e baixou para 73,67%.

 

Fonte ONS.

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Monitor de secas de maio registra seca em 100% do estado de São Paulo

Também Mato Grosso do Sul e Distrito federal registraram 100% do seu território.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca, feito por região e por unidade da federação, que analisa o surgimento, desaparecimento, evolução ou involução do fenômeno da seca em cada uma dessas áreas. Os resultados consolidados são divulgados mensalmente por meio do Mapa do Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

Em maio, o Monitor de Secas apontou que na região sudeste, devido às anomalias negativas de chuva e piora nos indicadores do mês, houve aumento da área com seca fraca no sul do estado do Espírito Santo. Os (mais…)

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Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem fechar o mês de julho com um volume de 61,2%.

Chuvas na região ficarão abaixo da média histórica do período.

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) com as previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para a semana de 16 a 22 de julho, aponta que os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem fechar o mês com níveis de 61,2%. No mesmo período, em 2021, os reservatórios desta região registravam apenas 27,6% de energia armazenada. Ontem, 14/07, o conjunto de reservatórios desta região estava em 64,12% de seu volume máximo.
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Bacia do Rio São Francisco perdeu 50% da superfície de água em 35 anos

Mesmo considerando o aumento da área das hidrelétricas, houve redução.

A Bacia do São Francisco perdeu 50% da superfície de água natural entre 1985 e 2020. No mesmo período a área dos reservatórios aumentou 13%, considerando este aumento artificial, a redução foi de 4%, com as maiores perdas observadas no Alto e no Baixo São Francisco, 19% e 21% respectivamente.

Os dados são parte de um estudo lançado pelo MapBiomas (www.mapbiomas.org) para marcar o Dia Nacional de Defesa do Rio São Francisco, a pedido do Plano Nordeste Potência, iniciativa de um conjunto de organizações brasileiras que trabalham pelo desenvolvimento verde e inclusivo da região.

Somente a ação humana pode ser insuficiente para manter o recurso na região, especialmente considerando cenários de redução de chuva previstos para os próximos anos. “A criação de reservatórios aumenta a superfície de água, no entanto temos observado uma tendência de perda de água nos principais reservatórios, além da perda de superfície de água natural significativa na bacia do Rio São Francisco, isso favorece um cenário de crise hídrica”, observou Carlos Souza Jr., coordenador do MapBiomas Água.

Bacia do Rio São Francisco

O estudo mostra como quatro grandes reservatórios apresentam tendência de queda na superfície de água nos últimos 36 anos. A maior das quedas é registrada na hidrelétrica Luiz Gonzaga (antes Itaparica), entre Pernambuco e Bahia, seguida por Sobradinho, Três Marias e Xingó.




“Esses números refletem o que nós podemos ver na prática. A Bacia do São Francisco sofre com o uso intenso e sem planejamento, seja dos recursos hídricos quanto do seu solo. Hoje existem populações que vivem nessa região e que já sofrem com essas variações. Precisamos implementar soluções como a recuperação das áreas degradadas o mais rápido possível, além de promover uma boa gestão dos recursos”, afirma Renato Cunha, coordenador executivo do Gambá (Grupo Ambientalista da Bahia).

A Bacia do São Francisco é a terceira maior do país e corresponde a cerca de 8% do território nacional. Ainda que haja grandes variações entre os anos, a tendência de queda é clara e soma-se a análises anteriores, inclusive do governo federal. Estudo feito em 2013 pela extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, por exemplo, indicava que poderia haver uma perda de até 65% da vazão até 2040, com base no registro de 2005.




“Os preocupantes indicadores do MapBiomas mostram que é urgente a implantação de um profundo programa de revitalização, previsto desde o início do projeto de transposição e nunca realizado. Além das ações de reflorestamento, recomposição de áreas degradadas e obras de saneamento em centenas de municípios, é fundamental um plano de elevação e estabilização da vazão média do rio e incentivos a um modelo de economia que impulsione a regeneração da bacia hidrográfica”, propõe Sérgio Xavier, coordenador do Projeto HidroSinergia, do Centro Brasil no Clima – CBC, que está desenvolvendo o Lab de Economia Regenerativa do São Francisco nas fronteiras dos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco.

 

Fonte: MapBiomas

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ONS divulga previsão do volume dos reservatórios no final de novembro/2022

Estudo analisa cenário com poucas chuvas e outro com chuvas na média histórica.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) publicou em 15/06 estudo com a avaliação das condições para atendimento da geração de energia para o período de maio a novembro de 2022, considerando os fatores climáticos e as previsões da situação dos níveis dos principais reservatórios para o final do mês de novembro/2022.

O pior período de estiagem em 91 anos

Com a condições climáticas vivenciada no último período seco, 2021, nas bacias dos rios Grande, Paranaíba e calha principal do rio Paraná, foi observada a pior sequência de afluências de abril a setembro, com 53% da média histórica. Sendo influenciada pelo volume de chuvas abaixo da média histórica ao longo dos últimos anos.

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Levantamento aponta que média de chuvas em MG esteve abaixo da média em abril

Em consequência Minas Gerais teve um aumento na área com seca.

Levantamento divulgado pela Agência Nacional de Águas aponta que entre março e abril, em termos de severidade da seca seis estados tiveram um abrandamento do fenômeno no último mês segundo o Monitor de Secas: Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Tanto no Distrito Federal quanto no Espírito Santo o fenômeno voltou a ser registrado em sua menor intensidade: fraca. Somente na Paraíba houve a intensificação da seca, enquanto o fenômeno se manteve estável em 12 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.

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ONS prevê para maio afluências abaixo da média histórica para a região Sudeste

Para a região Sul do país é prevista uma afluência de 147% da meia histórica.

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para a semana entre 30 de abril a 06 de maio, traz projeções positivas para as afluências no Sul do país, ou seja, a chuva que de fato cai nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Mesmo o período seco já tendo iniciado, a região destaca-se com a expectativa de registrar 147% da Média de Longo Termo (MLT) no quinto mês do ano. A indicação é de que os outros três subsistemas apresentem índices menores. O Norte, com 98%; Sudeste/Centro-Oeste, com 69% e o Nordeste com 49% da MLT.

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INMET e INPE avaliam novo multimodelo de previsão de tempo

SMEC gera resultados para toda a América do Sul e oceanos com 10km de resolução e previsão para 7 dias.

 

Por Ana Carolina Castro dos Santos

Na tarde dessa quarta-feira (30/03), representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) se reuniram para avaliar os primeiros resultados do multimodelo do Super Model Ensemble do CPTEC (SMEC), novo modelo de previsão numérica do INPE.

Durante a reunião, foram apresentados os resultados e avaliação do SMEC para o mês de fevereiro 2022 demonstrando a aplicação do método usado na combinação dos campos dos demais modelos de previsão.

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